quarta-feira, 28 de maio de 2014

Cerca de 400 imigrantes ilegais conseguem entrar em Espanha


Cerca de 400 imigrantes ilegais conseguiram, esta quarta-feira, entrar na cidade espanhola de Melilla, depois de saltarem a fronteira com Marrocos, numa das mais fortes tentativas de assalto em grupo, segundo as autoridades locais.
Fontes policiais explicaram que cerca de mil imigrantes tentaram, cerca das 6 horas locais (5 em Lisboa), tomar a fronteira de assalto, numa zona próxima do Bairro Chinês.
Apesar do forte dispositivo policial dos dois lados da fronteira, e do apoio de um helicóptero da Guarda Civil, cerca de metade dos elementos do grupo conseguiram saltar a fronteira.
Depois, já do lado espanhol, correram para o Centro Temporal de Acolhimento de Imigrantes (CETI), que já estava sobrelotado antes da acção de hoje com mais de 1900 imigrantes.
Com as chegadas de hoje, o CETI de Melilla ficou com uma ocupação mais de quatro vezes superior à sua capacidade, que é de 500 pessoas.

Adriana Furtado
Doente internado morre após cair de uma janela do 6º piso do hospital
O doente internado no serviço de psiquiatria do Hospital de Tomar que morreu esta manhã, após ter caído de uma janela do sexto andar do edifício, terá tentado escapar pela janela com recurso a um cordão feito com lençóis.
A queda, de uma altura de cerca de 15 metros, aconteceu pouco depois das 11h00, e provocou lesões fatais a Ricardo Jorge Sacadura, de 37 anos, residente em Zibreira, no concelho de Torres Novas.
Actualmente desempregado, após vários anos de trabalho na fábrica da Renova, em Torres Novas, Ricardo Sacadura, que estava há três dias, ainda foi transportada para as urgências do hospital, onde viria a falecer.
A vítima terá tentado escapar pela corda improvisada após ter desmontado a janela da enfermaria do serviço de psiquiatria, uma vez que as restantes janelas daquela especialidade têm um sistema reforçado de segurança para que os utentes não as consigam abrir.
Contactada pela Rede Regional, a administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo, que engloba os hospitais de Tomar, Abrantes e Torres Novas, via gabinete de imprensa, confirma que o doente “internado compulsivamente no Serviço de Psiquiatria (…) forçou os meios de protecção da janela do quarto e tentou encetar a fuga, com recurso a lençóis”.

“A queda daí resultante levou ao óbito do doente, após manobras de reanimação encetadas pelo Serviço de Urgência do Centro Hospitalar Médio Tejo e INEM”, refere o comunicado do CHMT, que lamenta este óbito e decidiu abrir um processo de inquérito para o apuramento dos factos.

Inês Pinheiro









CARNEIRO- XXII O LOUCO Nota-se descontentamento na forma como as relações evoluem. Podem surgir novos problemas; prepare-se para os enfrentar. TOURO- XII O DEPENDURADO As suas iniciativas podem esbarrar numa barreira de sentimentos diferentes dos seus. Tente honrar todos os compromissos. GÉMEOS- I O MAGO  Aborde questões essenciais; é altura de ultrapassar dificuldades. Com empenho colectivo será mais fácil vencer barreiras. CARANGUEJO- XIII A MORTE Acreditar no fim duma relação pode ser a forma de amenizar a sua vida. Tendem a surgir exigências na vida profissional. LEÃO- V O PAPA Seja mais compreensivo; de vez em quando beneficia em ser mais flexível. Bom dia para estudos ou trabalhos de pesquisa. VIRGEM- XIV A TEMPERANÇA Não é altura para rupturas ou clivagens abruptas. Mudanças profissionais agradáveis levam a bons contactos e resultados. BALANÇA- VII O CARRO Um relacionamento com distância territorial pode ser fonte de sofrimento. Mostra algumas dificuldades em concentrar-se. ESCORPIÃO- II A PAPISA Novos sinais sentimentais estão ao seu alcance. As suas potencialidades e capacidade de observação estão fortalecidas. SAGITÁRIO- XVII A ESTRELA Boa conjuntura sentimental; os afectos enchem o seu coração. Pode exteriorizar os seus talentos e não tema avaliações. CAPRICÓRNIO- XVI A TORRE Não sonhe em demasia; a realidade é dura mas tem de ser enfrentada. Não conseguirá entender algumas opções profissionais. AQUÁRIO- IX O EREMITA Não deve tomar decisões sem aferir todos os sentimentos envolvidos. É possível superar obstáculos, faça-o com firmeza. PEIXES- XIX O SOL  Sem se expressar não conseguirá saber o que uma relação pode dar. As suas habilidades e potencialidades serão elogiadas.

Doente com cancro tratado para a epilepsia durante um ano
Um homem que morreu com um tumor no cérebro andou durante cerca de um ano a ser medicado para a epilepsia, doença que nunca teve antes de dar entrada pela primeira vez no Hospital de Santarém.
A família vai avançar judicialmente contra o hospital, acusando-o de negligência por nunca ter realizado a tempo os exames médicos corretos para detetar a doença.
Adão Boura, que residia no Cartaxo, entrou pela primeira vez nas urgências do Hospital de Santarém em novembro de 2012, com fortes dores de cabeça, tonturas, desequilíbrios e perdas de memória.
Segundo explicou à Rede Regional a viúva, Fernanda Boura, foi-lhe diagnosticada epilepsia e problemas de fígado, "coisa de que ele nem se queixava".
Uma semana depois, mandaram-no para casa sem realizar qualquer TAC ou ressonância magnética, acrescenta a família.
A saúde de Adão Boura, que morreu aos 63 anos, nunca melhorou até Novembro de 2013, quando foi novamente hospitalizado em Santarém.
Ao fim de vários dias de internamento, "queriam dar-lhe alta com comprimidos para as tonturas e paracetamol", conta Fernanda Boura, que se recusou trazer o marido de volta para casa.
"Ele não falava, não conhecia ninguém e estava paralisado do lado direito. Como se pode mandar alguém para casa naquelas condições?", questiona a viúva, acrescentando que, só após as reclamações da família, o Hospital realizou o TAC que detetou um tumor na cabeça, já em fase avançada bastante avançada.
cartaxoadaoboura.jpgO homem foi entretanto operado em no hospital de São José e "melhorou bastante", segundo a viúva, até ao passado dia 21 de abril, quando foi transportado de urgência ao Hospital de Santarém, queixando-se dos mesmo sintomas neurológicos.

Mesmo sabendo que tinha cancro, o hospital quis dar-lhe alta no dia seguinte, o que a família recusou-se novamente; acabou por ficar internado, e faleceu no passado dia 23 de Abril.

Magda Oliveira

Águas residuais mostram que drogas se consomem e a que dias da semana

Nas águas recolhidas em Lisboa foram detectadas cocaína (mais aos fins-de-semana do que durante a semana) e, em menor quantidade, ecstasy.
De Lisboa a Estocolmo – este é o maior projecto europeu até agora realizado no novo domínio científico da análise de águas residuais com o objectivo de calcular que drogas, em que quantidades e em que dias da semana andam os europeus a consumir. Porque as drogas que se usam são libertadas na urina. E acabam nos esgotos.
As águas residuais provenientes de cerca de 8 milhões de pessoas, de 42 cidades, de 21 países, foram submetidas a análises que procuravam vestígios de cinco drogas ilícitas: anfetaminas, cannabis, cocaína, ecstasy e metanfetaminas. As regras de recolha do projecto SCORE foram iguais em todos os países. Nas águas recolhidas em Lisboa foram detectadas cocaína (mais aos fins-de-semana do que durante a semana) e, em menor quantidade,ecstasy.
As conclusões do estudo, que já tinha sido aplicado em 2012 e foi repetido em 2013, foram apresentadas nesta terça-feira, pelo Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência, a propósito do Relatório Europeu sobre Drogas 2014: Tendências e Evoluções.
De resto, os vestígios de cocaína são mais elevados nas águas das cidades ocidentais e em algumas cidades do Sul da Europa, mas mais reduzidos nas cidades do Norte e do Leste.
Os níveis mais elevados de consumo de anfetaminas, “embora distribuídos de forma relativamente uniforme, foram registados no Norte e no Noroeste da Europa”.
Por fim, o consumo de metanfetaminas, geralmente baixo e tradicionalmente concentrado na Europa Central parece estar a expandir-se. E aparece nas águas do Leste da Alemanha. Não há registo de anfetaminas ou de metanfetaminas nas águas portuguesas analisadas.
Nem sempre os resultados das análises às águas coincidem com outros recolhidos de outras formas. Por exemplo: Itália e República Checa apresentam, nos estudos de prevalência, os maiores consumos de cannabis, o que não é confirmado pelas análises à água.
Examinados os padrões semanais de consumo de droga constatou-se que, na maioria das cidades, os níveis de cocaína e de ecstasy aumentam ao fim-de-semana e que o consumo de metanfetaminas e cannabis parece estar distribuído de forma mais uniforme ao longo da semana.